Adaptação Escolar: Como lidar com a nova rotina

Adaptação Escolar: Como lidar com a nova rotina

A adaptação de uma criança na escola pode não ser tarefa fácil para os pais, professores e muito menos para os pequenos. Deixar sua zona de conforto, ao lado da família, para se aventurar em um novo ambiente e novos desafios, pode ser difícil. É preciso, portanto, tranquilidade e paciência para que esse momento de afastamento não gere insegurança e ansiedade e que cada criança possa, a seu tempo, se adaptar e curtir sua nova rotina.
O comportamento dos alunos, no entanto, pode variar bastante, tornando os primeiros dias (ou meses) de aula mais ou menos tranquilos em cada caso. Mordidas na escola, choros, birras em casa, apego à pessoas ou objetos, isolamento e até alterações no apetite ou sono podem ser reações à essa fase de adaptação. É importante que os pais, nesse momento, se comprometam a contornar a situação da forma mais firme e tranquila possível.
“Como é o primeiro momento que eles saem totalmente de casa, objetos como a ‘naninha’ e a chupeta são importantes nesse início do processo de adaptação e, com o tempo, vão sendo retirados”, explica a professora e psicóloga Franciscarla Kauz.
É comum que as crianças se apeguem também à uma professora, se isolando de outros alunos. Nesses casos cabe à elas acolher os pequenos e, aos poucos, inseri-los no grupo de forma que se sintam à vontade. “É importante que eles tenham uma referência dentro da escola e é comum que eles sintam isso com uma professora”, diz a psicóloga.
Coisas simples como, por exemplo, sempre se despedir da criança ao deixá-la na sala de aula de forma rápida (mesmo que a deixe chorando para ser amparada pela professora), e ser pontual ao buscá-la, podem, aos poucos, dar mais confiança e ajudar a controlar a ansiedade. É importante também investigar o motivo de cada reação e conversar. É por meio do diálogo que a criança vai compreender que está errada.
“Se a criança apresenta muitos casos de birra, por exemplo, é preciso conversar com os pais para que dialoguem em casa, mas respeitando cada fase e entender que tem coisas que ela não vai conseguir fazer, mesmo com a nossa orientação.”, explica Franciscarla.
O mesmo vale para as birras. É através do choro que a criança pequena demonstra sua insatisfação e muitas vezes, ao não conseguir identificar e explicar o que a incomoda, é desta forma que expressa o que está sentindo. Coisas como sono, cansaço, irritação e até fome podem desencadear uma birra. Nesses casos os pais devem ajudar, através da conversa, a encontrar novas formas dela se expressar.
“É importante verbalizarmos para a criança o que está sentindo, porque muitas vezes ela não consegue se explicar. Nós, como adultos, conseguimos adjetivar e tentar ajuda-la a entender esse sentimento.”, ensina a psicóloga. Sem deixar de serem firmes, os responsáveis precisam tratar a situação com calma e carinho, fazendo com que a criança perceba que o choro não a levará a conseguir o que deseja e sim a conversa.
A boa relação entre familiares e educadores também é essencial. Juntos eles devem estabelecer a melhor forma de lidar com os obstáculos e oferecer assim uma adaptação tranquila. Os responsáveis devem levar suas dúvidas à escola, afim de ajudar neste processo. “O mais importante é que os pais tenham segurança no trabalho das professoras e na escola. Os filhos de pais que têm mais contato com a instituição de ensino são os que melhor evoluem em sala de aula e em casa”, diz Franciscarla. Para a terapeuta, a segurança dos familiares ajuda muito no processo de adaptação, deixando os alunos mais confiantes. A abertura da escola para atender às necessidades de cada criança, acolhendo toda a família, também faz diferença nessa hora.
Cada uma dessas atitudes ajuda os pequenos a conviverem em sociedade, compartilharem, amadurecerem e evoluírem. “A escola é o primeiro momento em que a criança se socializa, então elas têm que aprender a dividir e conviver em grupo. Eles ganham muito no contato um com o outro e aprendem a fazer trocas, isso é o mais legal da escola”, explica a psicóloga.

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